Quinta do Alçada
Produção orgânica que promove a biodiversidade.
Desde 2005, a Quinta do Alçada produz agricultura biológica sob o princípio de que a produção agrícola e os cuidados com a natureza vão para além de não utilizar pesticidas e adubos químicos.
A quinta está polvilhada de pequenos bosques, ribeiras, tapetes de flores silvestres, descampados e outras zonas selvagens para sustentar e promover a biodiversidade. A abundante e variada fauna e flora locais são um reflexo direto destes princípios.
Solo saudável para plantações saudáveis.
A saúde do solo é a base da agricultura. De princípio, decidimos que, em vez de maximizar os lucros por meio de uma exploração agrícola exaustiva, que esgota os solos de nutrientes, nos iríamos focar no longo prazo.
Uma grande parte das nossas culturas é composta por plantações de árvores que fornecem matéria orgânica e nutrem os solos. Estas incluem várias árvores de fruta fresca, nozes, árvores de produção de madeira e espécies autóctones que estão a desaparecer na zona.
A cultura das espécies autóctones levou-nos à investigação de outras plantas e dos seus usos tradicionais, o que deu origem à produção de ervas de culinária - ervas aromáticas e medicinais. Cada vez mais nos focamos na saúde do nosso pequeno ecossistema para criar produtos que promovem o seu bem-estar.
Um oásis de tranquilidade no centro da Cova da Beira.
Graças à escolha pela agricultura biológica e pela diversificação de culturas de acordo com as condições do clima e dos solos locais. Estamos agora a ser recompensados pela Natureza; a cada ano temos presenciado uma melhoria constante da fertilidade, sanidade e produtividade das nossas culturas.
Para não falar do coro matinal oferecido todos os dias pelas várias espécies de pássaros que adotaram a quinta.
Olhando para o futuro tendo em conta a nossa história.
A quinta que foi comprada em 1875 por José Mendes Alçada de Paiva mantém-se na nossa família há 150 anos, agora com a 6ª e 7ª geração. Sendo até referenciada nos mapas militares como Quinta do Alçada.
Ao longo deste tempo, a quinta passou por vários modelos de exploração desde a produção de trigo, batata e centeio até a criação de gado para a produção de queijo.
Com a entrada de Portugal na União Europeia, a agricultura portuguesa sofreu uma transformação radical. De uma agricultura variada e de subsistência, focada no fornecimento do mercado nacional, passou-se para uma economia global e mercados de exportação com monoculturas extensivas apoiadas por capital intensivo.
Não querendo participar num tipo de agricultura que é altamente destrutiva para a ecologia e que leva à desertificação, decidimos optar por soluções alternativas que permitam um futuro sustentável às próximas gerações.